Abandono de Escola Estadual é alvo de denúncias em Mucajaí, Sul de RR

Foto: Reprodução
Unidade foi desativada há nove anos e, desde então, ficou abandonada
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Categoria: Roraima

O abandono da Escola Estadual Coelho Neto, localizada no município de Mucajaí, região Sul do estado, foi alvo denúncias.

Em imagens enviadas à reportagem, é possível ver a estrutura da escola deteriorada. Conforme apurado, o local se encontra abandonado há cerca de 10 anos.

Dessa forma, o matagal tomou o terreno da escola. O espaço que antes recebia estudantes e que hoje deveria apresentar um ambiente limpo, virou um depósito de lixo, ponto de drogas, bem como abrigo para sem tetos.

Não é a primeira vez que o abandono das escolas estaduais é motivo de denúncia. Em janeiro, por exemplo, uma moradora denunciou a precariedade da Escola Padre Calleri em Caracaraí. Uma das torneiras do banheiro estava amarrada com saco plástico. Outra foto mostrava reparos inacabados no sistema de água e cupim tomando conta parede.

Do mesmo modo, servidores da Escola Estadual Indígena Manoel Horácio também denunciaram em fevereiro que o governo enviou merenda estragada para a instituição. Além disso, o denunciante afirmou que a carne que chega na escola é de péssima qualidade e o freezer usado para armazenar os alimentos estava enferrujado.

Escola Tradicional

Conforme a prefeita de Mucajaí, Eronildes Gonçalves (PL), a Dona Nega, o prédio já abrigou a mais tradicional escola do município. E, em uma das gestões anteriores, a prefeitura chegou a solicitar o prédio para que no local fosse instalado a sede do Poder Executivo Municipal. No entanto, devido a ausência de recursos financeiros, para a realização de uma reforma no local, a prefeitura devolveu a gestão do prédio para o Governo de Roraima.

Citado

O governo informou por meio de nota que a escola foi desativada em 2013 e que atualmente, o local se tornou “uma ocupação espontânea abrigando migrantes venezuelanos”.

Disse ainda que está conversando com a Operação Acolhida para remanejar os migrantes para os abrigos para então dar um novo ‘destino ao prédio’.