Cesta da Família vira moeda de troca por votos na capital e no interior

Foto: Roraima em Tempo
O bom é que a população não se deixa mais enganar por esse tipo de política. O povo recebe, mas não vota

Com a aproximação da campanha eleitoral deste ano, as velhas práticas eleitoreiras voltam a acontecer. O Governo do Estado continua distribuindo cestas básicas. Contudo, para receber, a pessoa deve se comprometer em votar nele e no deputado que ‘apadrinhar’ a entrega da cesta.

Nos municípios do interior, por exemplo, a denúncia é de que os assessores dos parlamentares são quem estão fazendo o cadastro dos beneficiários. Além disso, assessores dos próprios prefeitos também estão cadastrando as pessoas.

Isso explica o porquê de os deputados marcarem presença na entrega de cestas promovidas pelo governador Antonio Denarium (PP).

Da mesma forma, esclarece o motivo pelo qual os deputados aprovaram a extensão do decreto de calamidade por Covid-19. Pois é amparado nele que Denarium adquire as cestas. Inclusive, antes da Justiça derrubar o decreto, o governador ainda conseguiu garantir a aquisição de mais R$ 50 mil cartões do Cesta da Família para para continuar com a compra de votos com verbas públicas.

O bom é que a população não se deixa mais enganar por esse tipo de política. O povo recebe, mas não vota. Pois sabe que políticos que fazem isso não assumem compromisso com as necessidades da população.

Além disso, as pessoas também sabem que as cestas básicas, assim como os maus políticos, só aparecem em ano de eleições.

Perseguição

Outra denúncia é de que esses assessores monitoram esses pessoas. Em um dos municípios, um dos beneficiários foi retirado da lista da Cesta da Família. O motivo? Ele fez foto com político de oposição.

O mais revoltante disso tudo é saber que esse tipo de política é feita com recursos públicos. E que os maus políticos usam as pessoas vulneráveis para angariar votos.

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