IML identifica ossada humana de vítima desaparecida desde 2020

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Peritos utilizaram o método de análise comparativa das arcadas dentárias
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Os peritos odontolegistas do Instituto de Medicina Legal (IML) identificaram uma ossada de um homem desparecido desde dezembro de 2020.

Moradores encontraram a ossada no dia 15 de fevereiro deste ano, na área do Anel Viário, no bairro Laura Moreira. Trata-se de Laedyson da Silva de Castro.

No último dia 15, eles encontraram ossos humanos e um corpo esquartejado em estado de decomposição. No dia 18, na mesma região, foi encontrada a cabeça do cadáver. Desde então, os peritos vinham trabalhando para identificar as vítimas.

Análise de arcadas dentárias

Através do método de análise comparativa das arcadas dentárias, os peritos constataram que os ossos encontrados pertenciam a Laedyson da Silva de Castro, desaparecido desde 2020.

Já a cabeça foi identificada como sendo de Jeovanne Eduardo da Silva Braga, desaparecido no último dia 06.

A diretora do IML, Marcela Campelo, ressaltou que a documentação odontológica foi fundamental para que os peritos pudessem elucidar as identificações.

O perito Gilberto Carvalho destacou que o prontuário odontológico tem o registro de todos os procedimentos clínicos realizados no paciente quando em vida. Dessa forma, ele explicou que serve como meio confiável para a identificação humana.

“Cada dente conta uma história, mesmo aquele que não passou por uma intervenção clínica, pois descreve uma anatomia dental única”, relatou.

Quanto ao corpo esquartejado encontrado no dia 15, a diretora do IML informou que ainda está em processo de identificação, e até o momento não há como afirmar se pertence ou não a Jeovanne Eduardo da Silva Braga, cuja cabeça já foi identificada.

“Esse trabalho é complexo e demanda tempo. Por exemplo, a identificação da vítima Laedyson da Silva de Castro foi possível graças ao trabalho que o IML já vinha realizando, que é a construção de um banco de dados de pessoas desaparecidas através da descrição feita pelos familiares. Dessa forma foi realizado o cruzamento dos dados recebidos pelos familiares e os dados coletados após a morte, positivando a identificação da vítima. É uma resposta da ciência, do IML, da Polícia Civil aos familiares que há dois anos peregrinam para localizar seu ente querido”, disse.