A redação recebeu a denúncia de que parte do bloco E do Hospital Geral de Roraima (HGR) está sem ar-condicionado há mais de um mês.
A denunciante, que preferiu não se identificar, explicou que há 60 leitos no local, denominado de Posto 2. Destes, 30 estão sem refrigeração.
“Está um desrespeito. Falam que vão arrumar e não arrumam. Os funcionários estão sofrendo com isso, porque é um calor que eles não conseguem trabalhar. Eles têm que levar ventilador das suas casas para poder trabalhar”, disse.
A mulher afirmou que nessa quarta-feira (10), os pacientes foram obrigados a irem para o Hospital Lotty Iris. Uma situação totalmente desagradável.
“Empurraram os pacientes como cachorros, tudo para o Lotty Iris […] Paciente nenhum é obrigado a ser transferido a um hospital de retaguarda a qual não deseja”, relatou.
Outro problema
Além disso, a denunciante relatou sobre a demora da cardiologia para responder solicitações de risco cirúrgico, onde os profissionais avaliam exames para saber se o paciente está ou não apto para ser operado.
“Para nós, eles falam que tem 48h para responder um parecer […] Passa de 4, 5 dias. Às vezes o médico até quer operar o paciente logo no outro dia após os exames ficarem prontos. Mas a cardiologia não faz o risco cirúrgico”, explicou.
Ela contou o caso de um idoso de 68 anos, que tem osteomielite crônica. Ele precisa realizar uma cirurgia com urgência, mas devido à demora, pode sofrer sérios riscos à saúde.
“É um senhor que precisa operar de imediato, porque a infecção pode causar danos nele. Se fosse um jovem de 30 anos poderia arriscar e levar para o centro cirúrgico, não tem tanta complicação no risco cirúrgico. Mas o idoso tem”, pontuou.
Citada
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirmou que o componente eletrônico de um dos equipamentos de climatização sofreu uma descarga atmosférica. O item foi adquirido junto à fábrica e está em procedimento de frete de São Paulo para Boa Vista. A previsão de chegada é para esta sexta-feira (12).
Sobre a transferência de pacientes direção do HGR informou que comunicou os familiares sobre a necessidade de transferência para a retaguarda do Lotty Iris e negou qualquer tipo de arbitrariedade no procedimento.
Por fim, com relação à demora para emitir risco cirúrgico, a denúncia não procede.


