Indígenas condenados por estupro e homicídio são presos

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Eles foram levados à sede Polinter para trâmites formais, depois submetidos a exame de integridade física no IML e encaminhados à Custódia da Polícia Civil
Fonte: Folha BV
Por: Folha web
Categoria: Roraima

Dois mandados de prisão, contra dois indígenas, de 42 e 43 anos, foram cumpridos nessa quinta-feira, 7. Um deles Um deles, acusado de estupro de vulnerável, foi preso na Comunidade Indígena do Vizeu no município de Normandia e outro em Boa Vista.

As prisões foram efetuadas pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) com apoio do Departamento de Operações Especiais (Dopes), inseridos na Operação Hórus/Vigia.

O primeiro mandado de prisão foi cumprido em desfavor de um indígena, 43 anos. Contra ele há uma sentença penal condenatória expedida pela Vara de Vulneráveis, o qual foi sentenciado de forma definitiva à pena de doze anos de reclusão em regime inicialmente fechado, pelo crime de estupro. Ele foi preso na Comunidade do Vizeu no município de Normandia, distante cerca de 200 km da capital.

O segundo indígena preso tem 42 anos. Contra ele havia um mandado de prisão decorrente de sentença penal condenatória expedido pela Comarca de Bonfim, o qual foi sentenciado de forma definitiva à pena de oito anos de reclusão em regime inicialmente semiaberto, pelo crime de homicídio.

Ele foi preso em sua casa no bairro Nova Cidade. As diligências para prendê-lo tiveram início na quarta-feira, (06), após a equipe da Polinter ter se deslocado até a comunidade indígena do Manoa, no município de Bonfim, onde foram informados que o foragido estava em Boa Vista.

De acordo com o diretor do DOPES, delegado Maurício Nentwig a Polícia Civil tem trabalhado nas comunidades indígenas buscando o diálogo, respeitando os aspectos culturais e os direitos constitucionais dos povos indígenas, para que sejam cumpridas as determinações do judiciário.

Os dois homens presos colaboraram com a ação policial e não resistiram a prisão. Eles foram levados à sede Polinter para trâmites formais, depois submetidos a exame de integridade física no IML (Instituto de Medicina Legal) e encaminhados à Custódia da Polícia Civil.

PCRR reforça que, qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça poderá noticiar através dos telefones 190, 197 e celular (95) 98414-0249, diretamente com a POLINTER, sendo assegurado o anonimato da fonte.