A Justiça de Roraima negou um pedido de revogação de prisão do médico Fabrício de Freitas Almeida. O documento, ao qual a redação teve acesso, é do último dia 10.
A defesa do médico já havia feito outros dois pedidos. Um de prisão domiciliar, assim como um de revogação de prisão preventiva. E, da mesma forma, a Justiça negou.
No documento da última sexta-feira (10), a juíza Daniela Schirato entendeu que o modo que as agressões ocorreram causaram abalo à ordem pública.
“Os fatos, ocorridos em 27/11/2022, se deram em frente dos filhos e em via pública. Confirmado com a juntada de um acervo de vídeos onde evidencia-se uma forte sequência de agressões sofridas pela vítima a qual sequer esboçava reação. A não ser gritar por socorro. Neste sentido, a ordem pública sofreu um grande abalo devido à repercussão social, por tratar-se, inclusive de pessoas conhecidas pela sociedade local”.
Além disso, Schirato entendeu ainda que é preciso resguardar a segurança da vítima e de testemunhas. Entre elas a secretária que também presenciou os fatos.
Do mesmo modo, a juíza considerou a manifestação do Ministério Público de Roraima (MPRR), que alegou que não foi possível localizar e apreender a arma de propriedade de Fabrício. Dessa forma, ela destacou que isso “demonstra risco evidente e concreto”.


