Ministério Público denuncia sargentos da PM por abuso e agressão contra advogado em RR

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Denúncia foi oferecida em abril. Conforme advogado, ele levou tapas e socos. Caso aconteceu em 2020
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Categoria: Extremo Norte TV

O Ministério Publico (MP) denunciou quatro sargentos da Polícia Militar de Roraima (PMRR) por abuso e agressão contra um advogado ao Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).

A denúncia oferecida em abril de 2022, apresenta uma abordagem realizada em dezembro de 2020. O fato ocorreu por volta das 21h, no bairro operário, zona Oeste da capital.

Conforme a denúncia apresentada ao TJRR, os quatro sargentos abordaram o veículo de um advogado que estava acompanhado por um amigo, e pediram para que descessem com as mãos para cima.

Já fora do veículo e com os dedos cruzados, a vítima alegou que um dos policiais estava apertando seus dedos com muita força, o que gerou revolta no militar.

Em seguida o policial que estava realizando a abordagem começou a proferir agressões verbais e físicas na vítima. A vítima se apresentou como advogado, e solicitou o nome do oficial, que respondeu “advogado não é po**a nenhuma”.

Ainda conforme o advogado, um dos policiais continuou as ofensas verbais e o agrediu fisicamente com tapas e socos nas costas e e estômago. Ele também teve a identificação do colete da policia esfregado em seu rosto.

Ação Penal

A Polícia Militar instaurou inquérito em 2021 para apurar a denúncia e mover ação penal contra os militares. De acordo com a ficha disciplinar dos investigados um dos policiais, consta ‘agressão física’ como objeto de apuração dentro da corporação.

Parecer da PM

O documento sobre o parecer da polícia a respeito do caso, aponta que em razão das divergências que “Não é possível mostrar de forma clara a materialidade dos delitos imputadas ao investigados com as versões apresentadas […] por ausência de prova inequívoca juntadas aos autos.”

O documento cita ainda que a palavra dos policiais militares é “revestida de fé pública merecedora não só de comum credibilidade.” dessa forma não teriam provas suficientes para acusar os militares pelos crimes de lesão corporal ou abuso de autoridade.

Citada

A reportagem entrou em contato com a PM para posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.