Morador de Caracaraí denuncia condições precárias em pontes de vicinais

Foto: Arquivo Pessoal/Denison Gomes
Morador afirma que aguarda por obras na região há 16 anos e que “pontes estão caindo”
Por:
Categoria: Extremo Norte TV

Moradores de Caracaraí, região Sul do estado, denunciaram, nesta sexta-feira (11), ao Roraima em Tempo condições precárias em pontes e estradas das vicinais 1, 3 e 4. O morador Denison Gomes revelou que “as pontes estão caindo” e cobrou soluções do Governo de Roraima.

Conforme ele, a população aguarda por obras na região há 16 anos. No entanto, sem nenhuma recuperação, eles precisam enfrentar as travessias em pontes de madeira, que correm risco de queda.

“Quando vamos atrás dos responsáveis eles só nos dão promessas, dizem que quando as máquinas terminarem na região do Cujubim eles vêm para a nossa região. Mas essa ladainha vem sendo dita desde o ano passado quando as máquinas estavam lá recuperando as vicinais onde passam as terras do governador”, disse.

Em vídeo enviado à redação, ele relata que os próprios moradores chegaram a consertar uma das pontes, localizada na Vicinal 3 do Apuruí.

“Esses bonitos, em tempo de eleição todos vão lá pela vicinal pedir voto aos moradores, mas quando passa a campanha todos somem. Queremos providências pra a nossa estrada”, reforçou.

Vicinais precárias

Anteriormente, em setembro de 2021, o Roraima em Tempo esteve em Caracaraí e ouviu moradores do munícipio sobre as condições de vicinais. Do mesmo modo, pequenos produtores relataram dificuldades em escoar a produção devido às condições das estradas.

Conforme Thiago Leal, 37 anos, morador e produtor da região de Apuruí, as pontes quebradas, estradas com lama e buracos dificultavam o lucro com a produção de banana.

“São ao todo 12 funcionários e a gente não consegue segurar entre alimentação e  hospedaria com uma base de lucro tão pequena. A gente praticamente não tira nada e está tentando se manter para ver se alguém faz alguma coisa”, relatou.

Citado

Até o encerramento da reportagem, o Governo de Roraima não respondeu os questionamentos sobre o caso.