Moradores bloqueiam BR-174 e pedem melhorias em escola indígena de Amajari

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Conforme o pai de um estudante, a unidade está em péssimas condições
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Categoria: Extremo Norte TV

om cartazes de “Fora Leila Perussolo” e danças tradicionais, pais, estudantes e lideranças bloquearam nesta segunda-feira (4) a BR-174 para pedir melhorias na escola indígena Santa Luzia em Amajari, Norte de Roraima. Leila Perussolo é cunhada do governador Antonio Denarium (PP) e atual secretária de Educação do estado.

Conforme o pai de um estudante, a unidade está em péssimas condições e esta não é a primeira vez que eles denunciam a situação. Por isso, no dia 31 de março, tuxauas da região e a Associação de Pais e Mestres decidiram fechar a rodovia e protestar contra o Governo de Roraima.

“Estamos aqui mostrando nossas reivindicações, nossa luta. A escola não pode estar desse jeito sem aula presencial por falta de estrutura. O banheiro da unidade não funciona, não tem ar-condicionado”, diz.

Participam do ato lideranças das comunidades Mutamba, Três corações, Ponta da Serra, Anaro, Nova União, Urucuri e Jaraci. Ainda conforme o denunciante o protesto segue até 17h de hoje.

“Quando as aulas iniciarem esperamos ter uma escola digna para receber os estudantes. Além disso, o transporte escolar também não está funcionando na região. Por isso, precisamos que os políticos venham ver a real situação da unidade”, disse.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as equipes acompanham a manifestação na BR-174 que ocorre com restrição parcial da circulação de veículos.

Escola indígena

Em janeiro deste ano, um professor denunciou que em 2019 o Ministério Público de Roraima (MP) pediu ao governo para realizar uma reforma na unidade. Segundo o relato, a escola tinha a parte elétrica, hidráulica, pintura e os forros precários.

Conforme ele, a reforma foi realizada de maneira errada, o que ocasionou a deterioração da estrutura da escola. Por isso, o executivo teve que refazer a reforma inúmeras vezes.

A escola atende mais de 400 alunos do Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e EJA das comunidades que participam do protesto nesta segunda-feira.

Outro lado

A Secretaria de Educação e Desporto (Seed) informou que a Escola Estadual Indígena Santa Luzia foi revitalizada pelo Governo e recebeu novos mobiliários como carteiras escolares e kits refeitórios e está na programação para reinauguração.

“[…]A comunidade tem dever de zelar e cuidar do prédio público que foi recuperado[…] a Seed esclarece que o processo para contratação do serviço estava suspenso pela justiça e somente no dia 15 de fevereiro a justiça autorizou dar seguimento ao certame”, destaca a nota.