vídeo compara estrutura de escolas estadual e municipal na comunidade Darora, em Boa Vista

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A gravação mostra as diferentes realidades entre as escolas do governo e da prefeitura
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Categoria: Extremo Norte TV

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a diferente realidade entre as escolas indígenas estadual e municipal na comunidade Darora, em Boa Vista.

A gravação está sendo compartilhada desde o início desta semana em grupos de Whatapp. No vídeo é possível ver a Escola Estadual Indígena Paulo Augusto Silva em péssimas condições.

O telhado tem falhas visíveis à distância. Do mesmo modo, o restante da estrutura física da unidade, mostra que ela precisa de reforma.

Em contrapartida, o vídeo mostra outra realidade na Escola Municipal Indígena Vovó Tereza da Silva. A unidade, gerenciada pela Prefeitura de Boa Vista, foi construída do zero e entregue em 2020.

A prefeitura desativou o prédio antigo, que atendia cerca de 50 alunos. Em seguida construiu um novo com capacidade de receber 240 estudantes.

Dois anos depois da inauguração, o vídeo compartilhado em redes sociais mostra que a escola continua com a mesma estrutura.

A unidade tem mesas e carteiras novas, assim como um ambiente seguro, para influenciar na qualidade de ensino e no aprendizado.

Escolas estaduais

As escolas estaduais têm sido alvos constantes de denúncias em Roraima. No município de Bonfim, por exemplo, pais denunciaram que os filhos estavam estudando em um barracão por falta de local adequado.

A escola estava sem luz, por isso, a turma da noite teve que estudar durante o dia no barracão da comunidade. Após a denúncia o governador Antonio Denarium demitiu o gestor.

A comunidade protestou e denunciou que a secretária de Educação, Leila Perussolo, exigiu que o gestor gravasse um vídeo desmentindo o vídeo anterior. Após protestos de 21 comunidades e reunião com pais e alunos, a secretária se comprometeu em reconduzir o gestor ao cargo.

Do mesmo modo, alunos, pais e professores da Escola Estadual Indígena Santa Luzia na comunidade Três Corações, em Amajari, pedem solução para o problema de infraestrutura da unidade há vários meses.

No início de abril, a comunidade chegou a organizar um protesto e fechar a BR-174 em crítica a estrutura da unidade. Além disso, pais, estudantes e lideranças fizeram danças tradicionais e apresentaram cartazes com a frase “Fora Leila Perussolo”.

Nessa sexta-feira (15) a quadra da escola desabou durante uma chuva. A estrutura de ferro entortou e o teto caiu. Anteriormente, a qualidade da estrutura da quadra estava entre os motivos dos protestos realizados pela comunidade.

O governo afirmou que enviou ao local equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Infraestrutura e também da própria Seed. Contudo, um pai de aluno confrontou a informação e disse que apenas uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local.

“A secretaria manda uma nota dizendo que mandou uma equipe grande aqui vistoriar a escola? Só feio o Corpo de Bombeiros que fez um relatório, colocou um isolamento pra não adentrarem a quadra. A arquibancada também foi isolada. Somente”, disse.

O que diz o governo

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que o Governo de Roraima conhece a realidade dos prédios escolares

da rede estadual de ensino. Disse ainda que eles foram abandonados pelas gestões anteriores. Afirmou também que está trabalhando para mudar a realidade das escolas indígenas.

Sobre a Escola Estadual Indígena Paulo Augusto da Silva da comunidade Darôra, a Seed disse que os recursos estão garantidos por meio de emenda parlamentar para a obra de ampliação. Por fim, disse que a revitalização da escola ocorrerá com recursos próprios do governo.